Mais Um.
Mais um blog que tento manter nesse marzão de internet.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Pranto
Não sei a quê devo a sua visita e
Nem por onde começar.
Não deveria arrepender-me por não negligenciar meus sentidos e desejos,
Mas dói perceber que pode machucar outras pessoas.
Achei que não voltaria a ser tão impotente.
E juro que tendei deixar com que as coisas acontecessem naturalmente,
Mas nunca consigo por a vida em ordem para poder esperar as coisas.
Sempre me atrapalho e meto os pés pelas mãos,
Fazendo com que tudo aconteça do meu jeito.
Agora nada me resta a não ser pedir desculpas
Por pressioná-lo como quem não quer nada;
Por permitir que todas essas coisas acontecessem.
E devo mesmo estar equivocada por viver insistindo em coisas que sempre soube onde vai dar.
Essa teimosia um dia tem que acabar,
Para que eu possa ser, enfim, feliz sozinha...
Que é justamente o que deveria fazer para não magoar as pessoas.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
A sensação é de que não há tempo,
Causa ou circunstância encorajadores.
De bravura outrora vesti-me,
Porém não mais vislumbro motivos para tanto.
Posto que daqui de dentro é impossível contemplar
O tempo competente à tais conquistas,
O desejo tão almejado,
A calmaria alhures qualificada.
A aparência da divergência dos caminhos não é confortante
Quando a impressão é de que inobstante o ponto de vista,
O fim será o mesmo.
Daqui de dentro se observa também aquela incógnita que costumavas ser,
Com todos os inúmeros detalhes teus que costumava adentrar.
Vou pintando na tua pele, com os dedos, aqueles traços há muito decorados...
Verificando o que melhor combina com o teu jeito, teu gosto.
E descubro que nada do que vi fica bem contigo,
Pois a vida não é a mesma após o reencontro.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Penetra
As minhas palavras ficam sem graça
Ante ao seu triunfal silêncio esmagador.
Cada vez mais me convenço de que
Realmente quer manter entre nós este abismo.
E se não existe nós,
Não há extroversão, assunto ou idéia capaz de nos aproximar
Ou criar aquele vínculo essencial que gera importância.
Eu, que diversas vezes me incluí no seu mundo,
No seu espaço, na sua vida sem jamais ser convidada.
Silenciosamente, mas esperando permissão tácita.
Eu, que de ti fiz a força motriz de minha vida,
A razão principal para deixar de simplesmente existir
E dar sentido ao meu viver.
A esperança de ter a certeza da existência do 'nós'
Tornou-me impotente.
Tornou-me impotente.
Morro aos poucos por me importar menos com isso com o passar dos dias
E por ceder ao seu silêncio triunfal todo o vazio de minha alma.
Ela não quer entender que para ti não passo de acaso e estatística,
Que o mérito nunca será apreciado.
Que certas coisas para ela não foram feitas...
Nem para fazer mero jogo de palavras.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Ausência
Às vezes, andando na rua, encontro em mim um vazio imenso a ser preenchido.
Um vazio de mim mesma, no qual já não me suporto.
O ego tornou-se insuportavelmente sozinho, desconexo e sem sentido.
O que vislumbro, daqui em diante, é a ausência do desconhecido.
A insuportável falta de compromisso,
A inatividade deste coração que nada faz além de bater,
Como se bombear sangue fosse realmente o essencial.
Ledo engano. Imprescindível é tudo aquilo que fica.
É a história que se escreve ao longo do tempo e que será docemente relembrada.
Causará o mais singelo sorriso e encherá os olhos d'água.
É o texto produzido mil vezes encaminhado
E a sensação de dever cumprido.
O amor que fica é o que garante a vida e denota que a mesma não foi em vão.
O resto é mera e insignificante sobrevivência.
Um vazio de mim mesma, no qual já não me suporto.
O ego tornou-se insuportavelmente sozinho, desconexo e sem sentido.
O que vislumbro, daqui em diante, é a ausência do desconhecido.
A insuportável falta de compromisso,
A inatividade deste coração que nada faz além de bater,
Como se bombear sangue fosse realmente o essencial.
Ledo engano. Imprescindível é tudo aquilo que fica.
É a história que se escreve ao longo do tempo e que será docemente relembrada.
Causará o mais singelo sorriso e encherá os olhos d'água.
É o texto produzido mil vezes encaminhado
E a sensação de dever cumprido.
O amor que fica é o que garante a vida e denota que a mesma não foi em vão.
O resto é mera e insignificante sobrevivência.
sábado, 29 de outubro de 2011
O meu corpo não esqueceu o seu toque,
A minha mente já não consegue repousar.
Estás em todos os meus pensamentos desde que aquela porta se fechou
E as outras bocas não me satisfizeram mais.
E nenhum outro toque foi tão sutil,
Nem as forças tão viris.
E me desfaço da razão
Quando tudo o que quero é tempo
Para te sentir mais,
Tempo para tê-lo perto
Sem me preocupar.
Cativas quando me deixa sem saída,
E me deixa curiosa quando sorri imotivadamente.
Teu toque tépido despertou o que há muito não encontrava:
Vontade.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Só hoje
Causa-me estranhamento os sentimentos que de mim tomam conta
E que não preenchem este vazio do meu peito
Entitulado amor.
Já não sinto mais aquilo que me mantinha viva,
E a falta de limites dos meus dias atenua a morte da minha alma.
Dizer "eu te amo", ganhar um abraço apertado, sentimental e singelo.
Às vezes é impossível conviver com a insegurança sentimental
E ter que me conformar a não sentir saudade,
A não ter intimidade,
A não mais fazer amor.
Viver por viver não faz mais sentido
Nem acrescenta nada a mim.
Não aguento mais esta felicidade vazia,
Pois o que faz feliz nao é os outros nos amarem,
Mas eles dispertarem o amor adormecido dentro de nós.
E que não preenchem este vazio do meu peito
Entitulado amor.
Já não sinto mais aquilo que me mantinha viva,
E a falta de limites dos meus dias atenua a morte da minha alma.
Dizer "eu te amo", ganhar um abraço apertado, sentimental e singelo.
Às vezes é impossível conviver com a insegurança sentimental
E ter que me conformar a não sentir saudade,
A não ter intimidade,
A não mais fazer amor.
Viver por viver não faz mais sentido
Nem acrescenta nada a mim.
Não aguento mais esta felicidade vazia,
Pois o que faz feliz nao é os outros nos amarem,
Mas eles dispertarem o amor adormecido dentro de nós.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Eu durmo tentando disfarçar o vazio que deixas,
Ignorando a ausência do teu toque...
Já não encontro em minha pele o calor dos teus dedos.
E me pego a imaginar todas as memórias que em mim plantaste sutilmente,
Renunciando, voluntariamente, 'prioridades' já estabelecidas.
O esquisito é que quanto mais passa o tempo,
Mais eu quero fazer parte do calor do seu corpo
E esquecer essa saudade que em mim se instala sem prazo para partir.
Ignorando a ausência do teu toque...
Já não encontro em minha pele o calor dos teus dedos.
E me pego a imaginar todas as memórias que em mim plantaste sutilmente,
Renunciando, voluntariamente, 'prioridades' já estabelecidas.
O esquisito é que quanto mais passa o tempo,
Mais eu quero fazer parte do calor do seu corpo
E esquecer essa saudade que em mim se instala sem prazo para partir.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
É em momentos inusitados que vislumbro tua presença.
Estás distante, mas não para meu coração.
Dentre tantas opções a mais interessante é você:
Que encanta minh'alma docemente e
Desvenda alguém que há muito eu costumava ser.
Às vezes revivo lembranças almejando tê-lo mais perto,
Mas talvez esta seja toda a graça do que temos agora.
Deste modo, é contigo que permaneço.
Relação esquisita e correspondida que desperta em mim o prazer de viver!
Estás distante, mas não para meu coração.
Dentre tantas opções a mais interessante é você:
Que encanta minh'alma docemente e
Desvenda alguém que há muito eu costumava ser.
Às vezes revivo lembranças almejando tê-lo mais perto,
Mas talvez esta seja toda a graça do que temos agora.
Deste modo, é contigo que permaneço.
Relação esquisita e correspondida que desperta em mim o prazer de viver!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Nada de Ti
Falta-me abertura para adentrar nas tuas frestas,
Preencher os teus vazios e reparar tuas fissuras.
E cada pedacinho que, inconscientemente, me negas
Torna-se indecifrável a mim.
É menos uma chance de aproximação,
Um metro a mais no abismo que nos separa,
Um hiato entre nossos corações.
E de onde vem a sensação de que há muito de nós a se mostrar?
Do peito ávido que a mim não mais suporta?
Prestigias porcamente o amor tímido que transpareço nos atos
Despertando alegria comedida, utopia controlada.
E meu ego se desfaz de qualquer coisa,
Suporta qualquer abalo sentimental,
Aceita teus resquícios,
Só para vê-lo adentrar, abruptamente, minh' alma.
domingo, 22 de maio de 2011
O meu problema é acreditar que posso te consertar...
Como se fosses uma coisa e precisasse de conserto.
E eu que tanto sei de mim e nada sei da vida
Pude imaginar que tantas pequenas coisas vividas contigo,
E ignoradas, até então, por mim,
Não me marcariam, não importariam.
Você me envolveu e eu cai de novo
[só que dessa vez eu finjo que sou forte e que não cedi em nada,
Finjo que não me importo, que não encanto com teu sorriso.
E fico dias sem te procurar,
E caio na gandaia pra noite passar
Enquanto o vazio da minha cama não se move nem um milímetro].
Mas não paro de pensar em ti
A cada fração de segundo da minha vida.
E não aguento mais fingir que estou vazia
Já que você toma conta de cada pedacinho de mim.
Se era seu objetivo,
Eis que, mais uma vez, estou em suas mãos.
Só que dessa vez foi sem querer.
Porque já sei que não és digno,
Nem por um segundo, do meu amor.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Não Creio
No meu msn tenho vários casais adicionados.
Entretanto, hoje descobri, tardiamente, o que estava na cara há muito tempo.
A namorada de um amigo meu muda o status no msn de hora em hora, sempre com frases demonstrando o quão perfeito está o relacionamento, o quão perfeito ele é pra ela, o quão satisfeita está sexualmente e por ai vai.
Mas o engraçado da história é que ele, o namorado dela - e meu amigo - mostra uma visão completamente diferente da coisa. Confessa para mim as traições, conta detalhadamente cada transa, contato, chance e possibilidade de affair que mantém com outras mulheres.
Quando pergunto, na minha humilde inocência, se a corna não desconfia, me responde que está tudo 'milimetricamente calculado'. Continua a tratando como se fosse especial, única, querida e amada... E ela acredita! E o pior de tudo é que TODOS os meus amigos fazem ou já fizeram essa mesmíssima coisa!
PORRA! [e eu não me importo aqui o que vão pensar os leitores, pois na vida offline falo muito mais palavrões do que a vida online me permite] Já faz um tempo que estou grilada com essa história de estar solteira a tanto tempo, sem problemas do outro para preocupar, sem satisfações a dar, mas com a impressão de que sempre está faltando alguma coisa. Já faz o mesmo tempo que essa ausência me preocupa mais do que o fato de ter problemas a dividir, satisfações a dar e a cobrar e me faz querer ter alguém para dividir as minhas coisas.
Mas 'caralho, véi! EU, Camila, vou me prestar a isso? Vou me envolver com um gênero de pessoas que só faz isso? Vou dedicar meu tempo, os sentimentos que tanto prezo, meu carinho, meu amor (??) para depois vir outro desgraçado fazer isso comigo? Vale a pena confiar, acreditar em 'amor', quando ele te mostra que tudo - com ele - é perfeito, sendo que na verdade ele está colocando chifres em você?
Sinto muito, mas me recuso! Não me entregarei a babacas, otários, idiotas, ignorantes, desclassificados... filhos da puta!
Não vou me abrir, nem acreditar, tampouco me render a ilusões criadas dessa forma.
E, sinceramente, tenho muito mais a fazer - cuidar da minha saúde, estruturar a minha vida, ganhar grana pra torrar, comer bastante, viajar pelo mundo, enfim, me cuidar - do que entregar a mim, coisa mais maravilhosa que papai do céu já fez, pra um pobre coitado desalmado e desprovido de inteligência.
Já passei por isso e sei como é difícil descobrir tudo, refazer a vida e o estima e não quero isso pra mim não!
Depois vem dizer que somos nós que não prestamos... Me desculpe, mas eu não vou dar o melhor de mim pra um bosta. E pra me provar - é provar, e não mostrar - que há exceções a isso, não será fácil.
Estou profundamente magoada e revoltada com o gênero masculino da humanidade.
Felicitações:
O momento se torna especial quando o beijo, o toque e a palavra são bastantes para gravá-lo, perpetuamente, na memória. Você foi único, imprescindível, especial e incomensurável.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
O que fica
A lembrança, o calor, o toque tépido,
A emoção e as canções que de mim não saem.
E do teu toque revivo momentos:
O beijo em meio à multidão enlouquecida;
A forma que me tens com tamanha propriedade,
Como se fosses meu dono e soubesses o funcionamento do meu corpo;
A fantasia realizada na estrada;
Tua expressão quando lhe exijo o máximo de disposição e
Lhe arranco tremores, suspiros, gemidos.
Como lhe denegaria meu corpo
Se em ti encontro o perfeito encaixe e
Me acabo em um prazer incomensurável?
Dê-me um pouco mais, para que saias dos versos que aqui plantei
E assumas teu papel constante em meu viver.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Caminhos
Eu, que dos teus versos
Finjo tudo entender.
Adentrando teus caminhos,
Degustando teus prazeres,
Que de ti me preenchi de novo
E sem saber
Se um dia, semana, ou mês
É pouco pra tentar lhe convencer
Que das minhas frases emana puro amor.
Das palavras que contigo vivi
Faço o refúgio singular
Pra não despedaçar meu pobre coração.
Eu, que das amantes
Fiz-me a mais perfeita
E rendi-me ao teu sorriso.
Pintando arco-íris num céu pálido,
Gravando canções à meia noite,
Dedicando a ti meu último suspiro.
E quando é que de ti terei mais do que antes?
Pois do teu corpo refaço meus desejos,
Recrio obras de arte,
Ressuscito meus fantasmas,
Confio cegamente.
Encontro no caminho a poesia adormecida,
A mudança necessária e inesperada
O clamor de tê-lo em mim.
Finjo tudo entender.
Adentrando teus caminhos,
Degustando teus prazeres,
Que de ti me preenchi de novo
E sem saber
Se um dia, semana, ou mês
É pouco pra tentar lhe convencer
Que das minhas frases emana puro amor.
Das palavras que contigo vivi
Faço o refúgio singular
Pra não despedaçar meu pobre coração.
Eu, que das amantes
Fiz-me a mais perfeita
E rendi-me ao teu sorriso.
Pintando arco-íris num céu pálido,
Gravando canções à meia noite,
Dedicando a ti meu último suspiro.
E quando é que de ti terei mais do que antes?
Pois do teu corpo refaço meus desejos,
Recrio obras de arte,
Ressuscito meus fantasmas,
Confio cegamente.
Encontro no caminho a poesia adormecida,
A mudança necessária e inesperada
O clamor de tê-lo em mim.




